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Eu vi a cara da morte e ela me sorriu...Mas não há motivos para sorrir


BARATAS

O professor indiano fictício Mohinder Suresh já falou sobre as baratas. O checo Kafka já escreveu sobre as baratas. A ucraniana naturalizada brasileira Clarice já escreveu sobre as baratas. Eu estou escrevendo sobre as baratas. As baratas são democráticas.
Os bolcheviques diriam que as baratas eram um produto do lixo capitalista. Mas, ainda assim, as baratas chafurdavam alegremente nos lixos pós-revolucionários, tanto quanto continuam a chafurdar no lixo moderno do pós-queda. As baratas não costumam discutir política.
As baratas nos incomodam porque são um sucesso. Em nossa corrida para garantir nossa ascensão ao topo do mundo, garantimos que todas as outras espécies sofressem no processo. Menos as baratas.
Elas já estavam aqui quando chegamos e, apesar de todos nossos esforços, continuarão aqui quando estivermos obsoletos. Não existe nada - nem mesmo uma guerra nuclear- que possa mudar isso. As baratas não vão nos acompanhar em nossa queda.
Restou tentar o ataque moral. Acusamos as baratas de sujas. De danosas. De perigosas. Esquecemos que o lixo em que elas nadam é fornecido por nós. As baratas são um dos braços da justiça divina contra o descaso com a natureza e a hipocrisia humana. Cada germe, cada microorganismo que trazem em suas patas, devolve à humanidade uma parte do dano que ela causa.
As baratas são tudo isso e, ainda assim, não se incomodam em partilhar nossa comida, não se enojam em passar no chão que nós pisamos.
As baratas são bem melhores que nós.



Escrito por thomaz_o_bardo às 22h28
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SÉTIMO DIA

(tem mais ou menos um ano e meio esse... resolvi publicar agora, na falta de criatividade para criar coisas novas...)

Sétimo Dia

Ela deixou a porta aberta,
mas não pra mim
Ela espera na janela,
mas não por mim
Me pediu uma canção
mas saiu antes do fim
E a canção fez-se então
Um réquiem para a alegria
Missa de sétimo dia
Samba de desilusão
Houvesse ainda lágrima
Choraria
À lua cheia que saía
Que mudasse a maré do coração
Para que aí batesse novamente
Na cadência sorridente
Que pede um dia de sol
Mas caiu noite, subiu dia
O sol novo que nascia
Trouxe somente solidão
E a canção que me pedia
É a atual compania
Cuja triste melodia
Anima meu violão

Escrito por thomaz_o_bardo às 18h15
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Soubesse ainda amar
Lhe amaria, moça,
Que,quando não vem,
Sinto a falta
E antes que chegue,
Pressinto
E, mesmo que parta,
Persiste um cadinho.
Soubesse amar, lhe amaria
Ô moça... me ensina?

Escrito por thomaz_o_bardo às 02h06
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Enquanto Luís XIV morria,
Viu que no céu ainda brilhava, forte, o sol,
E pensou “putaquepariu!” bem forte.
Mas, ainda assim, correm boatos
De que o sol brilha até hoje


Escrito por thomaz_o_bardo às 18h02
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Alegria

O céu segue indeciso
Num chove-não-chove
E na rua não sabem se escolhem
Roupa de praia
Ou capa de chuva
Eu ergo meu meu queixo
E ofereço o rosto
À chuva ou ao sol
Com minha barba rala
E a cabeça nua
Rasgo o vento
Com meus passos largos
Pensando em qualquer coisa
Que, inevitavelmente,
Vai se desenvolver
Numa lembrança
Cada vez mais clara
Toma forma sua face,
Ecoa a sua fala,
È quando me deparo
Pensando em você
E como se fosse o curso
Natural dos fatos
Esbarro numa flor
Que apanho da calçada
Pensando em te oferecer
A alegria que,
No meio da estrada,
Me fazia sorrir,
Pensando em você





Escrito por thomaz_o_bardo às 12h34
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Stay

Fica um pouco mais aqui

Ainda faltam quinze pras seis

Por que você não deita

E fica um pouco mais?

Inventa uma doença,

Diz que algum parente morreu

O que te custa um dia?

Não é nada demais

O sol nasce mais cedo

Nessa época do ano

Num dia tão bonito

Ninguém vai reparar

Se você faltar,

Ninguém além de mim



Escrito por thomaz_o_bardo às 15h41
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DIRETO DO NADA RUMO A LUGAR NENHUM X:Saudade

É engraçado, pensou ele, como só agora, aqui, na frente dela, é que eu percebi quanta saudade dela eu senti durante todo esse tempo. Meu Deus, como é bom estar com ela! E ouvir o riso dela, que dança pelo ar me faz pensar que tudo está um cadinho mais doce, quando ela sorri por minha causa. E o tempo correu leve,leve, mais uma vez, como não corria a muito tempo.



Escrito por thomaz_o_bardo às 12h09
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Momentos surreais da vida real

-Põe um ponto na minha rifa? Se você ganhar, leva um mp5.
-...Mp5?
-Hunhum...
-E que raios isso faz?
-Toca emepê3,emepê4,emepê5, grava vídeo...
-Aff... mas quase tudo isso um emepê3 plêier faz!
(¬¬) -... e ele te chama de meu bem.
( =D) -Eu quero!!!Eu quero!!!



Escrito por thomaz_o_bardo às 08h09
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DIRETO DO NADA RUMO À LUGAR NENHUM IX

Vivia por ela. Noite e dia pensava, andava, corria, sangrava por ela. Quando estava para morrer, os amigos lhe chegaram a dizer:


 

-Rapaz, não fosse por ela, terias uma vida tão menos sofrida....


 

Ao que ele respondeu:


 

-É... talvez sofresse menos... mas com certeza, não sorriria nunca



Escrito por thomaz_o_bardo às 20h14
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A razão dá-se a quem tem

Noel Rosa / Ismael Silva / Francisco Alves 
Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém
A razão dá-se a quem tem

Sei que não posso suportar
(Se meu amor me deixar)
Se de saudades eu chorar
(Eu não posso me queixar)
Abandonado sem vintém
(Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém)
Quem muito riu chora também
(A razão dá-se a quem tem)

Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém
A razão dá-se a quem tem

Eu vou chorar só em lembrar
(Se meu amor me deixar)
Há sempre um golpe de azar
(Eu não posso me queixar)
Pra parecer que vivo bem
(Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém)
A esconder que amo alguém
(A razão dá-se a quem tem)

Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém
A razão dá-se a quem tem



Escrito por thomaz_o_bardo às 21h00
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BEM

Meu bem, quero você aqui
Meu bem, te quero por perto
Porque só de você não tenho medo
Só por você acordar não parece
Um estranho brinquedo do destino
Porque,meu bem, quando você sorri,
Esse mundo parece o lugar certo
Pra segurar sua mão em meus dedos
Enquanto você adormece
E eu te cuido dormindo

Meu bem, o mundo me tem feito um mal...
E você me tem feito um bem
Que não se medem

 



Escrito por thomaz_o_bardo às 09h12
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DIRETO DO NADA RUMO À LUGAR NENHUM VIII

Assim que ele saía, ela vinha se instalar, pouco a pouco na casa, e logo já gargalhava, gritava, corria, dançava por entre os outros. Mas assim que ele chegava, ela saía. Desde que se podiam lembrar fora assim.

No começo, ela buscava deslizar sorrateira, como se nunca estivesse por ali estado, antes mesmo de ele chegar. Escutava atenta cada passo dele, para poder esquivar-se do encontro. Mas aí ele foi passando a chegar cada vez mais em silêncio, como se pudesse intuir a misteriosa visitante. e ela a se importar cada vez menos que ele soubesse que ela saía porque ele chegava.

E então passaram a se encontrar e, quando em quando, a cruzar os olhares nas despedidas. Olhares que, a quem quisesse perceber, revelariam todos os sentimentos que guiavam os dois.

Mas nunca ninguém se atreveu a querer.



Escrito por thomaz_o_bardo às 08h01
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Menina por quem meus olhos

Se fazem cor de laranja

Menina por quem acordo

Quando o mundo me faz pensar

Em dormir até mais tarde

Prometo que o Tempo

Há de se esforçar

Se me quiser cansar

De gostar de você

Menina por quem minha alma

Se faz maior

Ao ponto de a vida

Valer a pena

Menina por quem tenho motivo

De pôr sorriso em poema

Prometo que a vida

Pode se esforçar

Que ainda assim vai falhar

Em me afastar de você



Escrito por thomaz_o_bardo às 19h11
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Minha melhor parte

Parte do que é seu

É que você mora

Em mim mais que eu

O pedaço que vale,

Meu quinhão do bem,

O que me há de beleza

É você, meu bem

O melhor lado da foto,

Minha melhor fração

Sua parte em mim

É minha redenção

Você está em mim

Me é e me tem

Meu bem, quero ser parte

De você também



Escrito por thomaz_o_bardo às 16h19
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ELA

Meu ônibus vai

Seguindo pela estrada

A chuva, lenta,

Lambe a vidraça

E por meus pensamentos,

Ela passa

O dia nasce e vai

No horizonte

Nossos corpos

´Inda estão distantes

Mas em meus sonhos eu

Lhe busco sempre

É uma certeza,

Uma lei da natureza,

Meu corpo é um palco

Pra que ela se apresente

Seguindo em mim,

Sempre me surpreende

Em mim saber que ela

Sempre morando

No encontro

Que aguardo ansiosamente

Ela é o meu motor

E minha causa

Senhora de tudo

Quanto me escapa

Ela é a minha linha

De chegada



Escrito por thomaz_o_bardo às 14h20
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